Primeiro você precisa de um olho - basta um - caolhos e cegos também podem participar, pois você não precisará do olho necessariamente e sim das pálpebras;
pálpebras são duas peles que se localizam na parte superior e inferior do olho(de novo) que está posicionado na parte frontal do rosto, logo acima e entre o nariz( que não precisará ser explicado, pois não acabaríamos nunca o relato).
Pois bem, nas pálpebras, como na maioria do corpo humano, estão localizados músculos, nervos e vasos sanguíneos. Por diversas razões que não vêm ao caso, os músculos, com a ajuda dos nervos e dos vasos sanguíneos se contraem, por causa de impulsos elétricos que são emitidos em forma de informação para o cérebro. Com a contração, essas "peles" se deslocam em direções opostas causando esse fenômeno peculiar chamado "piscada".
sábado, 24 de outubro de 2009
Não, Obrigado!
Ei! Psiu, ei você que está lendo esse texto, eu tenho uma mensagem para você.
Sinto que serei duro, frio e impiedoso, mas juro que vai me agradecer no final.
Preste atenção e leia com cuidado.
Parece simples, de fato, talvez já tenha até pensado ou ouvido algo parecido, mas nem assim nada foi feito. Sim, pois, salvo aquela exceção à regra, você faz parte da grande maioria.
Prepare-se!
Você não está no comando!
Você não apita nada. Não será você quem vai decidir o que vestir, o que comer, ou para onde ir. Não é a sua opinião que conta.
Seus planos para o futuro? Seu passado mediocre e limitado?
Ha, ha, ha.Você poderia estar bem melhor, admita. Seus relacionamentos foram baseados na opinião de outras pessoas. As escolas que estudou, os livros, os discos, filmes, o time de futebol, parceiros e até, vejam vocês, seus inimigos. Tudo, ou quase tudo veio da imposição dos outros.
Perceba que algumas vezes você foi persuadido, iludido, enganado e obrigado (talvez até abduzido) e mesmo assim continua afirmando categoricamente que está no comando.
Tolinho você foi enganado!
Tudo foi criado para você acreditar que é real. Aquela técnica do "compre baton" é antiga, mas funciona muito bem.
Vejamos como isso acontece:
As vitrines te dizem o que vestir. A publicidade o que comprar. O status social o que comer, aonde ir, com quem namorar. A imprensa o que pensar.
Perceba que não nos dão escolha.
Seremos excluídos da sociedade, ou ficaremos "boiando" se não aceitarmos suas decisões. E se aceitarmos continuaremos alienados. A insistência de determinados meios é implacável e eficiente.
Mas nem tudo está perdido.
Você ainda sabe dizer não as porcarias que passam na tv. A sujeira dos políticos corruptos, a discriminação da policia com a camada mais pobre, etc.., etc..., etc...
Pena estarmos tão mais próximos da mediocridade do que da verdade. Pena que deixamo-nos levar pelas vontades alheias, que nos vendem carnes podres e nos mal educam e tiram de nós o direito de dizer:
Não, Obrigado!
Sinto que serei duro, frio e impiedoso, mas juro que vai me agradecer no final.
Preste atenção e leia com cuidado.
Parece simples, de fato, talvez já tenha até pensado ou ouvido algo parecido, mas nem assim nada foi feito. Sim, pois, salvo aquela exceção à regra, você faz parte da grande maioria.
Prepare-se!
Você não está no comando!
Você não apita nada. Não será você quem vai decidir o que vestir, o que comer, ou para onde ir. Não é a sua opinião que conta.
Seus planos para o futuro? Seu passado mediocre e limitado?
Ha, ha, ha.Você poderia estar bem melhor, admita. Seus relacionamentos foram baseados na opinião de outras pessoas. As escolas que estudou, os livros, os discos, filmes, o time de futebol, parceiros e até, vejam vocês, seus inimigos. Tudo, ou quase tudo veio da imposição dos outros.
Perceba que algumas vezes você foi persuadido, iludido, enganado e obrigado (talvez até abduzido) e mesmo assim continua afirmando categoricamente que está no comando.
Tolinho você foi enganado!
Tudo foi criado para você acreditar que é real. Aquela técnica do "compre baton" é antiga, mas funciona muito bem.
Vejamos como isso acontece:
As vitrines te dizem o que vestir. A publicidade o que comprar. O status social o que comer, aonde ir, com quem namorar. A imprensa o que pensar.
Perceba que não nos dão escolha.
Seremos excluídos da sociedade, ou ficaremos "boiando" se não aceitarmos suas decisões. E se aceitarmos continuaremos alienados. A insistência de determinados meios é implacável e eficiente.
Mas nem tudo está perdido.
Você ainda sabe dizer não as porcarias que passam na tv. A sujeira dos políticos corruptos, a discriminação da policia com a camada mais pobre, etc.., etc..., etc...
Pena estarmos tão mais próximos da mediocridade do que da verdade. Pena que deixamo-nos levar pelas vontades alheias, que nos vendem carnes podres e nos mal educam e tiram de nós o direito de dizer:
Não, Obrigado!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Balada do suicida
Um passo para a eternidade.
Um gole para o infinito.
A lamina corre pelos pulsos,
e o sangue escorre pela garganta.
Quando o brilho do olhar se apaga,
os olhos querem se fechar.
E a única porta que se abre,
É a que ninguém quer entrar.
E a alma chora,
como um rio que não quer secar.
É o fim que demora,
como o caminho que não quer acabar.
Ah se eu pudesse estancar a dor.
E me impedir de morrer devagar.
Ah se eu pudesse acabar...
Um gole para o infinito.
A lamina corre pelos pulsos,
e o sangue escorre pela garganta.
Quando o brilho do olhar se apaga,
os olhos querem se fechar.
E a única porta que se abre,
É a que ninguém quer entrar.
E a alma chora,
como um rio que não quer secar.
É o fim que demora,
como o caminho que não quer acabar.
Ah se eu pudesse estancar a dor.
E me impedir de morrer devagar.
Ah se eu pudesse acabar...
domingo, 4 de outubro de 2009
Just do it!
Desate os nós, quebre as correntes.
Vença.
E quando vencer, estenda a mão aos derrotados. Beije seu oponente.
Cresça.
E quando crescer, erga suas ramas para doar a sua sombra sobre os oprimidos.
Lute, lute, lute.
A roda da vida não irá parar se você chorar.
Há um gigante adormecido em seu ser.
Há um guerreiro gladiador sedento de sede por vitórias.
Faça, aconteça, corra contra o tempo se for necessário.
Nade contra a maré, caminhe contra o vento sem lenço nem documento.
Hoje é o seu dia e ninguém irá contestar (se você tiver fé).
Adormeça homem e acorde Deus.
Você pode tudo e tudo podemos naquele que nos fortalece.
Não há tempo pra chorar.
Você não precisa de colo,
Você é luz.
Você é forte e ponto.
É a mais bela criação de Deus.
Vai.
Atravesse as portas a sua frente.
Derrube as barreiras, destrua o impossível.
Pois as pedras no caminho serão o alicerce da sua Ascenção.
Os abismos, escada para o infinito.
As lágrimas, colírio para a alma.
A dor, fermento para o crescimento.
É a hora da redenção.
Vai doer bastante, eu sei, mas na vida é como nas artes marciais:
Só se aprende a ser alguém melhor através da dor.
O lindo dia que nasceu das trevas clama a sua luta.
Se a vida te der limões, faça uma torta (mas guarde um pedaço pra mim).
Se o mundo for amargo, faça um doce dele e distribua a todos sem exceção.
Se a luta for em vão, adoce as nossas vidas com seu mel.
Pois você é a mais perfeita máquina de evolução.
Não desperdice isso!!!
..
Vença.
E quando vencer, estenda a mão aos derrotados. Beije seu oponente.
Cresça.
E quando crescer, erga suas ramas para doar a sua sombra sobre os oprimidos.
Lute, lute, lute.
A roda da vida não irá parar se você chorar.
Há um gigante adormecido em seu ser.
Há um guerreiro gladiador sedento de sede por vitórias.
Faça, aconteça, corra contra o tempo se for necessário.
Nade contra a maré, caminhe contra o vento sem lenço nem documento.
Hoje é o seu dia e ninguém irá contestar (se você tiver fé).
Adormeça homem e acorde Deus.
Você pode tudo e tudo podemos naquele que nos fortalece.
Não há tempo pra chorar.
Você não precisa de colo,
Você é luz.
Você é forte e ponto.
É a mais bela criação de Deus.
Vai.
Atravesse as portas a sua frente.
Derrube as barreiras, destrua o impossível.
Pois as pedras no caminho serão o alicerce da sua Ascenção.
Os abismos, escada para o infinito.
As lágrimas, colírio para a alma.
A dor, fermento para o crescimento.
É a hora da redenção.
Vai doer bastante, eu sei, mas na vida é como nas artes marciais:
Só se aprende a ser alguém melhor através da dor.
O lindo dia que nasceu das trevas clama a sua luta.
Se a vida te der limões, faça uma torta (mas guarde um pedaço pra mim).
Se o mundo for amargo, faça um doce dele e distribua a todos sem exceção.
Se a luta for em vão, adoce as nossas vidas com seu mel.
Pois você é a mais perfeita máquina de evolução.
Não desperdice isso!!!
..
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Perdendo Dentes
Perdi os meus óculos e confesso meio triste que venho perdendo mais do que objetos.
Tenho perdido coisas valiosissimas. Lembro-me de ter perdido a amizade do meu irmão mais velho.
Não sei como isso pôde acontecer, afinal todos nós erramos.
Perdi o contato com meus pais e os irmãos.
Já não sei aonde foi parar o carinho reciproco com minha esposa e filhos, o respeito dos meus subalternos e dos superiores.
Não há sequer respeito pelo próximo (principalmente no trânsito).
Deve estar em algum lugar os sonhos de criança, os projetos (sempre engavetados), a fé no futuro.
Sinceramente tenho medo que Deus perceba que perdi a fé também.
Hei de acha-la um dia!
Por mais que procure, estou mais certo a cada dia que não encontrarei motivos para rir da própria desgraça como eu fazia antes. De fato não estou rindo nem mais da desgraça alheia.
Estou até prevendo um "e-mail" de São Longuinho pedindo um descanso.
Perdi oportunidades, perdi dinheiro, perdi a vontade, perdi o que tenho e até o que não tenho.
Estou perdendo dentes.
Receio perder o medo e me tornar inconsequente em tempo integral.
Perdi a vergonha, e também a coragem.
Por tudo isso, tranco e perco de propósito minha própria caixa de pandora fechada a sete mil chaves para ao final dum dia duro e sofrido não perder a o que me ainda me restou...
...minha esperança.
Tenho perdido coisas valiosissimas. Lembro-me de ter perdido a amizade do meu irmão mais velho.
Não sei como isso pôde acontecer, afinal todos nós erramos.
Perdi o contato com meus pais e os irmãos.
Já não sei aonde foi parar o carinho reciproco com minha esposa e filhos, o respeito dos meus subalternos e dos superiores.
Não há sequer respeito pelo próximo (principalmente no trânsito).
Deve estar em algum lugar os sonhos de criança, os projetos (sempre engavetados), a fé no futuro.
Sinceramente tenho medo que Deus perceba que perdi a fé também.
Hei de acha-la um dia!
Por mais que procure, estou mais certo a cada dia que não encontrarei motivos para rir da própria desgraça como eu fazia antes. De fato não estou rindo nem mais da desgraça alheia.
Estou até prevendo um "e-mail" de São Longuinho pedindo um descanso.
Perdi oportunidades, perdi dinheiro, perdi a vontade, perdi o que tenho e até o que não tenho.
Estou perdendo dentes.
Receio perder o medo e me tornar inconsequente em tempo integral.
Perdi a vergonha, e também a coragem.
Por tudo isso, tranco e perco de propósito minha própria caixa de pandora fechada a sete mil chaves para ao final dum dia duro e sofrido não perder a o que me ainda me restou...
...minha esperança.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Anônima
Vai por ai meu grande amor carregando consigo meu coração.
Vai por ai os sonhos dum louco deixando apenas ilusão.
Vai o meu ar, minha luz e vida e fica no vácuo icompreenssão.
Vai também a saudade dos sonhos que ainda não são.
Vai também o silêncio sutil que cala minha emoção.
Vai também a esperança morrendo na certeza do não.
Vai por ai,
anômala
Vai sem saber,
antônima.
Vai sem me amar,
anônima
Vai por ai os sonhos dum louco deixando apenas ilusão.
Vai o meu ar, minha luz e vida e fica no vácuo icompreenssão.
Vai também a saudade dos sonhos que ainda não são.
Vai também o silêncio sutil que cala minha emoção.
Vai também a esperança morrendo na certeza do não.
Vai por ai,
anômala
Vai sem saber,
antônima.
Vai sem me amar,
anônima
Gerânios distantes
Aviso aos navegantes:
Esta não é uma mensagem de esperança e de fé, nem o relato de um miserável.
É a história de dois corações. Comuns e infelizmente cotidianos como qualquer um, como vc e eu.
A lágrima correu pelo rosto abatido seguindo a trilha já exposta anteriormente por outra.Juntas então caíram sobre o vestido estampado escolhido a dedo para uma ocasião de sorrisos. Ironicamente não eram lágrimas de felicidade que apareciam no rosto de ambos.
E o bar com suas mesas e cadeiras, flores e enfeites, não tinha agora a mesma graça de antes.
Este mesmo bar viu tórridas cenas de amor e demonstrações, das mais sinceras, de carinho e paixão num passado não muito distante.
Passado mal criado que nasceu presente, criou-se futuro e agora que morto e enterrado, tornou-se esquecido.
Tantas flores padeceram para que se ouvissem suspiros, tantas promessas faleceram depois de proferidas, tantos "eu te amo " nesta lápide sem epitáfio.
Tanto vazio a preencher um diálogo mudo.
Esses mesmos olhos que antes não se permitiam perder de vista, buscam agora no guardanapo em baixo do copo de agua ou no canteiro de gerânios da jardineira externa, uma fuga para seus tormentos.
O silêncio, embora fundamental nessas horas, ajudou ainda mais a deixar o clima tenso.
O coração quer falar, mas a razão, como um carrasco impiedoso põe fim a qualquer tentativa.
As palavras que ficam soltas na mente, estão prezas na boca.
Dos dois lados um coração partido, massacrado e apaixonado olha o futuro sem abrir os olhos, sem enxergar além da ponta do seu nariz o escuro da alma.
Por onde começar a escalada?
Como dar meia volta na vida, enganar o passado e recolher os cacos do que restou para seguir adiante?
Não há resposta.
Por enquanto só há o vácuo do momento a te engolir como uma nebulosa escura e fria.
Não! Não se vive neste mundo de dor atemporal.
Não finda o dia nem tarda a noite.
Há apenas dois e não mais um.
Há apenas dor e gerânios distantes.
Esta não é uma mensagem de esperança e de fé, nem o relato de um miserável.
É a história de dois corações. Comuns e infelizmente cotidianos como qualquer um, como vc e eu.
A lágrima correu pelo rosto abatido seguindo a trilha já exposta anteriormente por outra.
E o bar com suas mesas e cadeiras, flores e enfeites, não tinha agora a mesma graça de antes.
Este mesmo bar viu tórridas cenas de amor e demonstrações, das mais sinceras, de carinho e paixão num passado não muito distante.
Passado mal criado que nasceu presente, criou-se futuro e agora que morto e enterrado, tornou-se esquecido.
Tantas flores padeceram para que se ouvissem suspiros, tantas promessas faleceram depois de proferidas, tantos "eu te amo " nesta lápide sem epitáfio.
Tanto vazio a preencher um diálogo mudo.
O mundo por sua vez segue cantando, sorrindo e falando alto na pessoa dos presentes.
O presente tão incerto como os dias em São Paulo, esconde no falso azul do firmamento nuvens carregadas de úmidos sentimentos.
Fim...
Fatídico fim, que chega como prerrogativa dos desígnios divinos e nos coloca no olho do furacão.
Era o epicentro da turbulência quando os olhos buscavam o vazio.O presente tão incerto como os dias em São Paulo, esconde no falso azul do firmamento nuvens carregadas de úmidos sentimentos.
Fim...
Fatídico fim, que chega como prerrogativa dos desígnios divinos e nos coloca no olho do furacão.
Esses mesmos olhos que antes não se permitiam perder de vista, buscam agora no guardanapo em baixo do copo de agua ou no canteiro de gerânios da jardineira externa, uma fuga para seus tormentos.
O silêncio, embora fundamental nessas horas, ajudou ainda mais a deixar o clima tenso.
O coração quer falar, mas a razão, como um carrasco impiedoso põe fim a qualquer tentativa.
As palavras que ficam soltas na mente, estão prezas na boca.
Dos dois lados um coração partido, massacrado e apaixonado olha o futuro sem abrir os olhos, sem enxergar além da ponta do seu nariz o escuro da alma.
Por onde começar a escalada?
Como dar meia volta na vida, enganar o passado e recolher os cacos do que restou para seguir adiante?
Não há resposta.
Por enquanto só há o vácuo do momento a te engolir como uma nebulosa escura e fria.
Não! Não se vive neste mundo de dor atemporal.
Não finda o dia nem tarda a noite.
Há apenas dois e não mais um.
Há apenas dor e gerânios distantes.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Transição
Quando tentei entrar novamente percebi que já não era mais possível, deixei então as velhas malas e as roupas batidas no chão e entrei na direção da luz que me cegava. Sem traços ou sinais da vida antiga, me embrenhei na nova vida que encontrei (ou fui "encontrado"). O medo do novo era real, mas a esperança de deixar para trás os dias de tristeza me fizeram crer que para cada velha porta que eu fechasse atrás de mim novas iriam se abrir. Assim eu sigo, entre o limiar do incerto e o do conforto. Pra ser alguém melhor...
sábado, 15 de agosto de 2009
Outrem
Quando o dia amanhecer,
eu quero estar longe de mim.
Fingir que a noite levou
tudo o que me magoava.
E que eu sou outrem.
Quando a noite chegar outra vez,
que chegue de mansinho
e me bote pra dormir
e me conte histórias de amor
e me encha de felicidade.
...pra que um dia
eu anoiteça
e amanheça
e finalmente
eu possa ser eu...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Esses nobres vagabundos
Esses nobres vagabundos com que desnecessária graça eles compõem as cidades e seus cenários. Não que nos encante ou apeteça olhar suas geometrias desprovidas de luxo transgredindo as lógicas da estética e da moda. Mas quem realmente liga para a moda? Quem liga para Christian Dior? Quem teria coragem de criticar seu peculiar gosto de combinar peças de roupa que não combinam com nada (afinal foram doadas ou achadas), com a cor das calçadas, das marquises ou pontes empoeiradas? Quem lhes daria sequer uma escova de cabelos ou pente para melhorar sua aparência? As vezes eu invejo sua paz de espírito, mas peço que não me achem maluco! Pois explico! Quando se é mendigo não se tem preocupação com o a bolsa de valores, ou com o risco de ataque terrorista, não se tem ler, toc, chiliques ou outras doenças da vida moderna, de quem trabalha duro de sol a sol. É bem verdade que eles tem outras doenças e como doenças são igualmente ruins, mas me incomoda o fato de nos alimentarmos e nos cuidarmos bem mais e ainda sim prostrarmos doentes. As vezes eu penso que todos nós somos um pouco mendigos. De vez em quando nos isolamos, ou nos vestimos mal a beça, ou comemos mal, ou nos tornamos invisíveis, ou sei lá. Por vezes somos também pedintes e não importa o valor, se pedimos nos comparamos a eles. Com a diferença que eles pedem apenas o que precisam. Pedimos aparentes, pedimos a amigos, pedimos a estranhos, pedimos a Deus e assim vamos, sem a nobreza da sua simplicidade, achando que estamos acima dos pedintes urbanos. Sem perceber ou aceitar a nossa própria mendicância. Sem enxergar a nossa semelhança. Esses nobres vagabundos, que vagam perdidos pelo mundo, que são humilhados e assassinados pela mão, pela intolerância,, mesquinhice e ganância humana. Pelas mesmas mãos que dirigem carros importados e carregam relógios caros. Nossa mediocridade não deixará jamais nos aproximar-mos de sua nobreza. Por vezes eu penso que Deus dorme debaixo das marquises e vagueia entre esses nossos irmãos e pede esmolas no farol e se desvia do nosso caminho baixando a cabeça para que não sintamos medo deles. Certa vez, tive a impressão que neguei um trocado a Deus e dentro da minha pequeneza pensei que simples moedas virariam cachaça pra eles. Eu disse para mim mesmo:
___Não darei nem um trocado, pois eles tomarão tudo de pinga. Talvez me pese na alma que tenha negado um trocado a Deus e impedisse que Ele pudesse suportar a fome, o frio da madrugada e a dor da solidão e da exclusão. Me sinto desprovido de geometria alguma, transgredindo às lógicas de Deus. Me sinto vagabundo, mas sem a nobreza do seu caráter. me sinto mendigo. Pobre mendigo, pobre de mim...
___Não darei nem um trocado, pois eles tomarão tudo de pinga. Talvez me pese na alma que tenha negado um trocado a Deus e impedisse que Ele pudesse suportar a fome, o frio da madrugada e a dor da solidão e da exclusão. Me sinto desprovido de geometria alguma, transgredindo às lógicas de Deus. Me sinto vagabundo, mas sem a nobreza do seu caráter. me sinto mendigo. Pobre mendigo, pobre de mim...
sábado, 18 de julho de 2009
Dentro de mim
Passei só pra dizer adeus,
Não vou mais te importunar.
Já era hora de te ver crescer,
e o tempo vai nos fazer acostumar.
Os dias com certeza irão durar,
só assim seremos fortes, ce vai ver.
A distancia é necessária pra sarar,
sozinho é mais fácil sobreviver.
Quando penso em você,
eu não quero desistir.
Mas eu luto pra esquecer,
esquecer de ti.
Não vou correr atrás das borboletas, não
vou plantar mais flores em meu jardim.
Quem sabe assim eu encontre outra paixão,
e tire você de dentro de mim.
Não vou mais te importunar.
Já era hora de te ver crescer,
e o tempo vai nos fazer acostumar.
Os dias com certeza irão durar,
só assim seremos fortes, ce vai ver.
A distancia é necessária pra sarar,
sozinho é mais fácil sobreviver.
Quando penso em você,
eu não quero desistir.
Mas eu luto pra esquecer,
esquecer de ti.
Não vou correr atrás das borboletas, não
vou plantar mais flores em meu jardim.
Quem sabe assim eu encontre outra paixão,
e tire você de dentro de mim.
“Trem dos sonhos”
Talvez eu espere mesmo pelo “trem dos sonhos” ou um milagre que vai me salvar.
Talvez eu feche os olhos para o que eu realmente deveria ser e fique à margem da realização, à espera de carona. Talvez o tiro tenha sido no pé e esse “talvez” que eu use tanto seja por medo da realidade nua e crua. Vai ver que era só fraqueza (e para ser franco, mudei a desculpa sem mudar o discurso). Eu sei que a resposta estava em mim o tempo todo, e realmente eu protelava e assim diminuía as minhas chances. Preguiça, dificuldade ou covardia, a verdade é que eu era capaz e botava a culpa na falta de grana, na minha solidão, ou qualquer outro problema que quase ninguém se importa. Felizmente, quase ninguém. Mas a noite vai e um dia novo em folha virá (mesmo que eu não queira) com novas chances de provar que eu não era tão incapaz assim. O que fica é um vazio no peito que me enche de culpa e raiva. Ah, eu quero me socar, pois voltar no tempo não dá. Era só não ser leviano comigo mesmo e eu estaria todo cheio de mim, dando pulinhos e vibrando como todos ao meu redor. Era só ter se esforçado e eu não estaria escrevendo estas frases tolas. Só existem situações e condições, não oportunidades.
Essas, a gente cria ou lapida de dentro dos problemas. Esperar pelo "trem dos sonhos" é como ver as pedras crescerem, é como iniciar um viagem sem nunca sair do lugar, física ou mentalmente. Os sonhos esperam por nós em algum lugar no meio da estrada. O que me faz pensar em caminhar mais vezes.
Talvez eu feche os olhos para o que eu realmente deveria ser e fique à margem da realização, à espera de carona. Talvez o tiro tenha sido no pé e esse “talvez” que eu use tanto seja por medo da realidade nua e crua. Vai ver que era só fraqueza (e para ser franco, mudei a desculpa sem mudar o discurso). Eu sei que a resposta estava em mim o tempo todo, e realmente eu protelava e assim diminuía as minhas chances. Preguiça, dificuldade ou covardia, a verdade é que eu era capaz e botava a culpa na falta de grana, na minha solidão, ou qualquer outro problema que quase ninguém se importa. Felizmente, quase ninguém. Mas a noite vai e um dia novo em folha virá (mesmo que eu não queira) com novas chances de provar que eu não era tão incapaz assim. O que fica é um vazio no peito que me enche de culpa e raiva. Ah, eu quero me socar, pois voltar no tempo não dá. Era só não ser leviano comigo mesmo e eu estaria todo cheio de mim, dando pulinhos e vibrando como todos ao meu redor. Era só ter se esforçado e eu não estaria escrevendo estas frases tolas. Só existem situações e condições, não oportunidades.
Essas, a gente cria ou lapida de dentro dos problemas. Esperar pelo "trem dos sonhos" é como ver as pedras crescerem, é como iniciar um viagem sem nunca sair do lugar, física ou mentalmente. Os sonhos esperam por nós em algum lugar no meio da estrada. O que me faz pensar em caminhar mais vezes.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Sobre a terra
Os homens são como ilhas,
presos aos seus mundos como parvos
palmos de terra, distantes da humanidade.
Os homens são como folhas,
caem ao sabor do vento e são levados
para qualquer direção.
Os homens são como concreto,
presos à realidades físicas impostas
por sua condição e dever.
Mas os homens também são como rios
que fluem moldando seu caminho
sobre a terra.
E adubam as próximas gerações,
para que novas árvores cresçam e
se alimentem de seu legado sobre a terra.
E também racham,
para que novas edificações sejam construídas
no lugar das velhas...
Sobre a terra.
presos aos seus mundos como parvos
palmos de terra, distantes da humanidade.
Os homens são como folhas,
caem ao sabor do vento e são levados
para qualquer direção.
Os homens são como concreto,
presos à realidades físicas impostas
por sua condição e dever.
Mas os homens também são como rios
que fluem moldando seu caminho
sobre a terra.
E adubam as próximas gerações,
para que novas árvores cresçam e
se alimentem de seu legado sobre a terra.
E também racham,
para que novas edificações sejam construídas
no lugar das velhas...
Sobre a terra.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Tudo que desce tem que subir.
A verdade é que nos julgamos muito fortes, daí vem uma farpa no dedo e choramos que nem bebê. Nos achamos pacientes, mas uma simples pedra no sapato nos tira do sério. Pensamos ser capazes de amar e cuidar de alguém e esquecemos de nós mesmos e/ou acabamos por magoar a todos. A verdade é que crescemos e sentimos falta daquela alegria inocente, casamos e sentimos falta do colo de mãe, vivemos para morrer, sem se preocupar em realmente viver, como numa estrada sem retorno. A verdade é que somos barquinhos de papel sem motor nem velas nesse mundão de mar, perdidos. Tudo que desce tem que subir. Assim como não é possível estar feliz o tempo todo, também é impossível estar infeliz o tempo todo. E enquanto minha embarcação não se desfazer na água, vou remar pra perto de Deus, pra perto de quem eu amo.
Vamos remar juntos?
Vamos remar juntos?
terça-feira, 23 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Náufrago
Lanço olhares aos estranhos na rua como um náufrago lança garrafas ao mar. Distante de acreditar que a maior distância que pode separar as pessoas é o amor, situo-me à deriva do censo comum. E, como uma nau desgovernada que é atirada para dentro do olho do furacão, me lanço na busca de ventos tranquilos que me levem a um porto seguro. Que me leve a crer no que sinto. O amor encurta as distâncias e trás à tona o melhor de nós.
Certo dia cansado da solidão que os bancos dos coletivos nos dão, aventurei-me atravessar o corredor para ter com aquela estranha, coisas que meu corpo ansiava. Fui desprovido de sonhos pré-vistos pelos mesmos olhos que esquadrinhavam todos os traços daquele adorável ser. Tão longa era a distância (apesar de serem simples centímetros) que nesse ínterim fui acometido de diversos sentimentos, alguns bons outros ruins. E se ela for casada - pensei - e se for uma mulher que não teve sorte na vida, por isso se tornou alguém áspera, fria e sem amor. Não, dessa vez eu não ficaria vendo a vida passar diante dos meus olhos. Fosse o que fosse, eu descobriria o seu nome . Pedi licença, mas ela nem respondeu. O frio voltou a correr pela espinha, ela era bonita demais e eu igualmente tímido, mas já era hora de por um fim a esse lance de solidão.
Não terei lembranças do não feito, não realizado. Já tinha frustrações demais pra lidar e como já dizia o poeta "O mundo é de quem o conquista e não de quem acha que pode fazê-lo. Me preparei psicologicamente, respirei fundo, fechei os olhos e...
Quando abri, percebi que ela olhava para mim.
__Tudo bem? - ela me perguntou. Meio sem jeito, respondi:
__S-Sim! - foi o que saiu da minha boca. Não era exatamente uma frase oportunista, dessas de função fática usadas para estabelecer contato, mas servia. Dai em diante a conversa que se seguiu pareceu ter sido lapidada por anjos, numa perfeita conjunção dos astros. Tudo fluiu tão bem que ao final de uma certa frase que eu nem me lembro qual (e sempre acontece assim ) sem avisar, sem mais nem menos um beijo rolou.
Depois que dei meu numero de telefone e ela se despediu, recostei-me então no banco e lembrei da distância percorrida, agora tão curta e banal, sem pressa de voltar à realidade adormeci...
Acordei no ponto final sentindo ainda seu gosto na boca e embora pudesse jurar que tudo fosse real, vivo ainda hoje na esperança que ela me ligue.
Se é mesmo o amor que separa as pessoas, então apagarei de vez a marca de S.O.S. na areia da minha vida para escrever em seu lugar:
Náufrago
Certo dia cansado da solidão que os bancos dos coletivos nos dão, aventurei-me atravessar o corredor para ter com aquela estranha, coisas que meu corpo ansiava. Fui desprovido de sonhos pré-vistos pelos mesmos olhos que esquadrinhavam todos os traços daquele adorável ser. Tão longa era a distância (apesar de serem simples centímetros) que nesse ínterim fui acometido de diversos sentimentos, alguns bons outros ruins. E se ela for casada - pensei - e se for uma mulher que não teve sorte na vida, por isso se tornou alguém áspera, fria e sem amor. Não, dessa vez eu não ficaria vendo a vida passar diante dos meus olhos. Fosse o que fosse, eu descobriria o seu nome . Pedi licença, mas ela nem respondeu. O frio voltou a correr pela espinha, ela era bonita demais e eu igualmente tímido, mas já era hora de por um fim a esse lance de solidão.
Não terei lembranças do não feito, não realizado. Já tinha frustrações demais pra lidar e como já dizia o poeta "O mundo é de quem o conquista e não de quem acha que pode fazê-lo. Me preparei psicologicamente, respirei fundo, fechei os olhos e...
Quando abri, percebi que ela olhava para mim.
__Tudo bem? - ela me perguntou. Meio sem jeito, respondi:
__S-Sim! - foi o que saiu da minha boca. Não era exatamente uma frase oportunista, dessas de função fática usadas para estabelecer contato, mas servia. Dai em diante a conversa que se seguiu pareceu ter sido lapidada por anjos, numa perfeita conjunção dos astros. Tudo fluiu tão bem que ao final de uma certa frase que eu nem me lembro qual (e sempre acontece assim ) sem avisar, sem mais nem menos um beijo rolou.
Depois que dei meu numero de telefone e ela se despediu, recostei-me então no banco e lembrei da distância percorrida, agora tão curta e banal, sem pressa de voltar à realidade adormeci...
Acordei no ponto final sentindo ainda seu gosto na boca e embora pudesse jurar que tudo fosse real, vivo ainda hoje na esperança que ela me ligue.
Se é mesmo o amor que separa as pessoas, então apagarei de vez a marca de S.O.S. na areia da minha vida para escrever em seu lugar:
Náufrago
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Quantas tempestades enfrentamos
antes de ver o arco-iris.
Quanta luz desperdiçamos até
entender-mos que era só abrir os olhos.
Quantas noites em claro esperamos
em vão, o nascer do sol.
Não sei...
Quando o mundo pára
e o filme de nossas vidas passa
no infinito de um momento.
Não sou feliz porque não sou eu
quem viveu esse momento.
Mas quando nasce o sol,
abro os olhos e vejo o arco-iris.
Então posso ver nosso filme
e entender que sou feliz
porque vivi.
antes de ver o arco-iris.
Quanta luz desperdiçamos até
entender-mos que era só abrir os olhos.
Quantas noites em claro esperamos
em vão, o nascer do sol.
Não sei...
Quando o mundo pára
e o filme de nossas vidas passa
no infinito de um momento.
Não sou feliz porque não sou eu
quem viveu esse momento.
Mas quando nasce o sol,
abro os olhos e vejo o arco-iris.
Então posso ver nosso filme
e entender que sou feliz
porque vivi.
domingo, 7 de junho de 2009
Tiro no pé
Eu preciso falar e não é pra chamar a atenção não, nem pra querer corrigir ou melhorar algo. Também não sou conformista. É só falar por falar. Acho mesmo que ninguém vai me ouvir. Com tantas vozes gritando de todos os lados, sedentos de tanta atenção, não se ouvem sequer sussurros ao pé do ouvido, não ouvimos nossas próprias vozes. Mesmo assim vou falar.
O homem é o predador natural de si mesmo, ele se degrada à medida que evolui (se é mesmo que podemos chamar sua trajetória de evolução) e as marcas estão por toda a parte. Naquilo que nos orgulhamos, é onde mais se torna evidente nossas fraquezas.
As grandes cidades são extremamente luminosas, mas não enxergamos nossa própria luz interior.
Os edifícios estão cada vez mais altos para contrastar coma nossa mediocridade.
Temos veículos mais velozes e no entanto não temos tempo de parar e repensar nosso caminho. Com alguns clicks viajamos o mundo inteiro e ainda sim continuamos estagnados diplomaticamente.
Nos aventuramos em viagens interplanetárias e não conhecemos a nós mesmos. Tiramos (ou tentamos tirar) vantagens em tudo, mas no fim, ou só nos restas as migalhas daquilo que poderíamos conseguir, ou nos tornamos vítimas dos nossos pecados e pagamos por isso.
E por ai vamos nós roubando, matando, pilhando, oprimindo, escravizando, humilhando e inferiorizando todo aquele que é mais fraco do que nós. chegamos ao ponto de nós unirmos para derrotar os que são mais forte. Tudo por ganancia. Maldito é o ser humano que não tem limites e só se preocupa com si mesmo. Para onde vamos quando a luz se apagar e não enxergar-mos mais o caminho pra casa? Por isso eu falo aos desatentos, escuto os excluídos e grito, bem forte do alto da minha pequeneza para não ser esmagado pela mediocridade humana e a nossa própria também.
Diga-se (só) de passagem.
O homem é o predador natural de si mesmo, ele se degrada à medida que evolui (se é mesmo que podemos chamar sua trajetória de evolução) e as marcas estão por toda a parte. Naquilo que nos orgulhamos, é onde mais se torna evidente nossas fraquezas.
As grandes cidades são extremamente luminosas, mas não enxergamos nossa própria luz interior.
Os edifícios estão cada vez mais altos para contrastar coma nossa mediocridade.
Temos veículos mais velozes e no entanto não temos tempo de parar e repensar nosso caminho. Com alguns clicks viajamos o mundo inteiro e ainda sim continuamos estagnados diplomaticamente.
Nos aventuramos em viagens interplanetárias e não conhecemos a nós mesmos. Tiramos (ou tentamos tirar) vantagens em tudo, mas no fim, ou só nos restas as migalhas daquilo que poderíamos conseguir, ou nos tornamos vítimas dos nossos pecados e pagamos por isso.
E por ai vamos nós roubando, matando, pilhando, oprimindo, escravizando, humilhando e inferiorizando todo aquele que é mais fraco do que nós. chegamos ao ponto de nós unirmos para derrotar os que são mais forte. Tudo por ganancia. Maldito é o ser humano que não tem limites e só se preocupa com si mesmo. Para onde vamos quando a luz se apagar e não enxergar-mos mais o caminho pra casa? Por isso eu falo aos desatentos, escuto os excluídos e grito, bem forte do alto da minha pequeneza para não ser esmagado pela mediocridade humana e a nossa própria também.
Diga-se (só) de passagem.
sábado, 6 de junho de 2009
De volta a felicidade
Pensem na quantidade de pessoas que estão chorando por algo ou alguém neste momento. Pensem em quantos litros estão sendo derramados agora. Agora pensem quantas vezes você mesmo chorou e achou que inundaria o mundo com seu pranto. E se, num passe de mágica, todas as lágrimas do mundo fossem unidas num mesmo momento, num mesmo lugar, o que seria do mundo e de você também? Pra onde iríamos em meio a tanta água salgada? Como sobreviveríamos imersos em tanta tristeza? O que seria da pobre dona alegria que de tão contrariada iria se entristecer e morar numa casinha velha num ermo qualquer? Eu quero crer que os risos serão sempre maiores que a dor e que a eles se somarão as lágrimas de felicidade. Nos afogaremos em gargalhadas durante o trabalho e o esporro da nossa mãe. Seremos aqueles bobos de plantão que cutucarão as axilas dos sujeitos sérios para converte-los em bobos também. E a cada vez que tivermos que lavar as nossas almas com o pranto dos infelizes, vamos marcar uma vizitinha à casa da dona alegria.
Mas num futuro próximo, afinal a felicidade não teria sabor se não conhecesse-mos a tristeza.
Mas num futuro próximo, afinal a felicidade não teria sabor se não conhecesse-mos a tristeza.
Tenho vãos
Tenho medo que a luz se apague
Tenho medo que me faltem palavras
Tenho dito frases tristes
Tenho saudades do tempo
que era só fechar os olhos e acordar na cama
Tenho livros que não leio
Tenho começo e fim sem um meio
Tenho fé sem um Deus
Tenho um Deus, não os seus
Tenho risos mudos
Tenho mundos sem graça
Tenho dor da trapaça
Tenho olhos húmidos
Tenho vergonha sem revolta
Tenho ida sem volta
Tenho a alma alagada
Tenho um caminho que não leva a nada
Tenho tido sonhos em vão
Tenho vãos, Tenho vãos
Tenho medo que me faltem palavras
Tenho dito frases tristes
Tenho saudades do tempo
que era só fechar os olhos e acordar na cama
Tenho livros que não leio
Tenho começo e fim sem um meio
Tenho fé sem um Deus
Tenho um Deus, não os seus
Tenho risos mudos
Tenho mundos sem graça
Tenho dor da trapaça
Tenho olhos húmidos
Tenho vergonha sem revolta
Tenho ida sem volta
Tenho a alma alagada
Tenho um caminho que não leva a nada
Tenho tido sonhos em vão
Tenho vãos, Tenho vãos
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O rio que por trilhas corre em mim
Uma vez eu fui um rio e como todo rio nasci pequeno e franzino por entre as pedras corria pra lá e pra cá pequeno rio menino minha origem como todo rio que se preza era levemente desconhecida parecia ter brotado eu da terra acharam mesmo que não ia vingar mas mamãe terra também tinha os seus desejos que eu não conseguia compreender quando despertei pra vida quis correr sem destino mas parei numa fenda de pedra e pela primeira vez senti que podia ser maior e não só menino estranho sentimento foi apenas um ensaio igual a esse vieram muitos vieram também dias de seca dias de chão duro e rachado de sol a sol passei por caminhos tortuosos tristes trilhas de desencontros meu coração na curva dum rio e assim fui crescendo sempre buscando algo maior sem saber que vontade era destino sem entender que embora pequeno eu já era enorme enorme menino as vezes me barravam ou me consumiam aos litros ou me matavam aos poucos mas a vida segue sempre como o curso dum rio e eu corria para aonde não sabia onde longa estrada cortada por afluentes amigos parentes pedras eu vi de monte e moldei-as aos montes vi também descaso comigo as mulheres que lavavam os homens que nadavam meninos as vezes era grande e voltava a diminuir meu caminho se erguia e voltava a ruir e voltava e voltava e voltava e foi assim sozinho ou muito bem acompanhado a gravidade a me puxar para o infinito foi assim com chuva ou céu bonito até que um dia eu cheguei cansado e fatigado tão diferente de quando parti mas pronto pra beber desse infinito cheguei forte e crescido homem ao mar não mais um menino cheguei ao meu destino.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Carta Aberta
Deixe seu retrato,
deixe mensagens,
cartas de amor
e seu cheiro no cobertor.
Deixe a lua dos amantes,
os primeiros raios do sol vermelho
Deixe pele, saliva e cabelo.
Mas não deixe um coração partido,
partindo sem me avisar.
Não deixe a esperança,
que ainda vai me matar.
Não deixe a lembrança
que um dia,
eu valia algo para você.
Por favor, não vá.
deixe mensagens,
cartas de amor
e seu cheiro no cobertor.
Deixe a lua dos amantes,
os primeiros raios do sol vermelho
Deixe pele, saliva e cabelo.
Mas não deixe um coração partido,
partindo sem me avisar.
Não deixe a esperança,
que ainda vai me matar.
Não deixe a lembrança
que um dia,
eu valia algo para você.
Por favor, não vá.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Dono de mim
Se eu fosse dono de mim,
poderia te dizer não ou sim
ou talvez
eu não diria nada.
Se eu fosse dono de mim,
Seria fácil asssim
como escrever
eu não diria nada.
Se eu fosse dono de mim,
me afastaria de ti
mesmo sem querer
eu não diria nada.
Ai, se fosse tão fácil assim
poderia te dizer não ou sim
ou talvez
eu não diria nada.
Se eu fosse dono de mim,
Seria fácil asssim
como escrever
eu não diria nada.
Se eu fosse dono de mim,
me afastaria de ti
mesmo sem querer
eu não diria nada.
Ai, se fosse tão fácil assim
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Heart in the hand
Tatuei um coração na palma da mão e por mais que isso possa parecer estranho, essa foi a única maneira que encontrei de amar as pessoas no mundo doido de hoje. A cada aperto de mão entrego meus sentimentos ao calor de estranhos e conhecidos, sem com isso criar relações que me magoem e ao mesmo tempo carregando neste peito metafisico a genética biológica deste contato. Meu coração não pode mais ser roubado, tampouco será despedaçado. Estará à vista de todos, mas só eu poderei manuseá-lo. E toda vez que meu peito carente sentir saudades dele, levarei a mão ao seu encontro e confortarei a ambos com o calor que absorvo do mundo. Às pessoas que amo do fundo da palma, acariciarei seus rostos com meu coração e depositarei sobre os seus, todos os meus sentimentos. Não serei mais leviano a ponto de depositar nesses músculos pulsantes o lixo do rancor, do ódio, do orgulho. Não carregarei nas mãos a mesquinhez o egoísmo e a arrogância.
Não! seria impossível suportar tudo isso agora, mesmo que eu tivesse mil membros tatuados.
Com o coração nas mãos estarei despido da máscara que encobre a verdade e o amor. Eu mostrarei ao mundo meu verdadeiro eu, puro e livre de preconceitos. E em seu lugar cultivarei um novo coração, este, reflexo direto daquele que carrego e que será espelho da alma do amor de Deus. Para que um dia as mãos carreguem mais que um pobre e sofrido coração, carreguem uma alma. Pois esta só se tatua dentro do coração.
Não! seria impossível suportar tudo isso agora, mesmo que eu tivesse mil membros tatuados.
Com o coração nas mãos estarei despido da máscara que encobre a verdade e o amor. Eu mostrarei ao mundo meu verdadeiro eu, puro e livre de preconceitos. E em seu lugar cultivarei um novo coração, este, reflexo direto daquele que carrego e que será espelho da alma do amor de Deus. Para que um dia as mãos carreguem mais que um pobre e sofrido coração, carreguem uma alma. Pois esta só se tatua dentro do coração.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Pobre Paulista
Pobre Paulista, tão só dentro do seu mundinho de I-pod´s e celulares com blue-tooth que tocam musiquinhas. Ele ocupa os bancos que estão vazios (quando há bancos vazios) nos ônibus para não ter que conversar com ninguém. Ele acha que os ônibus não precisam de acentos para duas pessoas. É normal um paulista ser solitário, portanto, é normal fingir que não viu um conhecido, ou trocar de calçada, ou evitar aquele "mala", simplesmente olhando para o vazio e torcendo para não ser visto.
Paulista é o bicho mais estranho que eu conheço, vive correndo para fazer suas coisas, mas está sempre prezo no transito ou parado numa fila.
Pobres paisagens tristes, compostas apenas de transeuntes. Tão incidentais quanto fúteis.
Amigos em potencial? Jamais! Amigo é dinheiro no bolso. E assim vão todos eles e nós também, passantes solitários.
Aqui, parece que até os passarinhos são solitários. Cantam para ganhar o grão de cada dia e voltam
exaustos para suas casas, onde sentem vontade de não ir de vez em quando, pois sabem que suas esposas-passarinhas ainda não chegaram do trabalho e que quando chegarem elas também estarão cansadas e estressadas. E eles pensarão que seria melhor nem cantar para não ter que trabalhar.
A cidade “é” e não “está” cada vez mais cinza. Cinza, porque as pessoas estão cinza, o amor está cinza e tudo é banal e ordinário como um ônibus cheio de gente, numa avenida cheia de ônibus, por todos os cantos da cidade, cheia de corações vazios, distantes e solitários.
Oh Pobre Paulista, ouça o canto dos passarinhos e as frases dos seus amigos para que ambos voltem para casa, para suas esposas-passarinhas e não queiram mais sentir-se sós nos bancos dos ônibus, ouvindo seus I-pod´s ou celulares que tocam musiquinhas.
Não sejam assim tão solitários!
Paulista é o bicho mais estranho que eu conheço, vive correndo para fazer suas coisas, mas está sempre prezo no transito ou parado numa fila.
Pobres paisagens tristes, compostas apenas de transeuntes. Tão incidentais quanto fúteis.
Amigos em potencial? Jamais! Amigo é dinheiro no bolso. E assim vão todos eles e nós também, passantes solitários.
Aqui, parece que até os passarinhos são solitários. Cantam para ganhar o grão de cada dia e voltam
exaustos para suas casas, onde sentem vontade de não ir de vez em quando, pois sabem que suas esposas-passarinhas ainda não chegaram do trabalho e que quando chegarem elas também estarão cansadas e estressadas. E eles pensarão que seria melhor nem cantar para não ter que trabalhar.
A cidade “é” e não “está” cada vez mais cinza. Cinza, porque as pessoas estão cinza, o amor está cinza e tudo é banal e ordinário como um ônibus cheio de gente, numa avenida cheia de ônibus, por todos os cantos da cidade, cheia de corações vazios, distantes e solitários.
Oh Pobre Paulista, ouça o canto dos passarinhos e as frases dos seus amigos para que ambos voltem para casa, para suas esposas-passarinhas e não queiram mais sentir-se sós nos bancos dos ônibus, ouvindo seus I-pod´s ou celulares que tocam musiquinhas.
Não sejam assim tão solitários!
Considerações acerca da minha pessoa
Eu nasci Cícero Vicente de Andrade, mas desde cedo virei Renato, apelido dado pela minha mãe quando criança. Sou o quinto filho de oito irmãos. Tenho 34 anos dos quais passei 33 em São Paulo, sou casado pai de duas filhas (gêmeas). Moro em Osasco - São Paulo. Comecei a trabalhar muito cedo, aos 12 anos. Eu gosto de música, teatro, cinema, esportes, pessoas e de ler livros, mas meu passa tempo favorito ainda é brincar com minhas filhas. Estudei o primário com todas as dificuldades de um aluno comum, tropecei por vezes em alguns anos até que terminei com um supletivo. O ensino médio não foi diferente, inciei depois parei e acabei ficando anos sem terminar esta etapa. Nesse meio tempo, em 2000, entrei para um grupo de teatro através de um projeto chamado teatro vocacional e permaneci durante quatro anos. Eu posso dizer que o meu crescimento como ser humano foi exponencial, experimentei situações que nenhum outro tipo de curso de formação me daria, despertei sentidos que nem sabia que existiam e abri minha mente para outras expectativas e realidades. Se eu sou alguém melhor hoje é porque o teatro me deu esta condição. Durante este curso iniciei um curso de inglês paralelamente e estudei durante 4 anos também. Depois de três anos de curso fui fortemente influenciado por um de meus irmãos a dar aulas particulares de inglês para alguns amigos seus, permaneci dando aulas durante um ano para eles e também para uma sobrinha de 11 anos. Nessa época despertou em mim o prazer de dar aula, de ensinar e aprender. Foi lá pelo fim de 2004 quando eu estava para sair do curso de teatro que decidi terminar os estudos. Voltei a estudar fazendo supletivo e ai surgiu uma vontade de iniciar uma faculdade, ainda não sabia do que. Terminei os estudos, casei, me tornei pai, me separei, voltei para minha mulher e durante este processo descobri qual era minha verdadeira vocação. Hoje estou no curso de letras da FMU e sei que, apesar de todas as dificuldades da profissão eu quero ser professor.
(sem título)
Quero crer que existam jardins,
embora eu só veja concreto armado.
E os dias sejam azuis,
além dos céus nublados.
Para além da mesquinhice humana,
vai haver uma mão a te erguer.
E pássaros que entoam poesias,
apesar da urbana gritaria.
Quero bons e maus momentos,
para alegrar ou educar.
Quero simples sentimentos.
E se Deus assim quiser,
serei fonte da sabedoria,
serei simples como a noite e o dia
embora eu só veja concreto armado.
E os dias sejam azuis,
além dos céus nublados.
Para além da mesquinhice humana,
vai haver uma mão a te erguer.
E pássaros que entoam poesias,
apesar da urbana gritaria.
Quero bons e maus momentos,
para alegrar ou educar.
Quero simples sentimentos.
E se Deus assim quiser,
serei fonte da sabedoria,
serei simples como a noite e o dia
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