quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Estou cansado...

de brigas,

de lutas,

de perdas,

e danos...

Estou triste...

por tudo,

por todos,

por mim

e você...

Estou perdido...

sem rumo,

sem prumo,

sem lenço,

nem documento...

Estou assim,

sem...

Como saber?

E se fosse fácil?
Se derrepente fosse só atravessar a rua e pegar o que eu quero?
Seria bom como parece ser?
Seria real e intenso?
Duraria o suficiente para eu me realizar?
Seria justo comigo ou com os outros?
E se eu gostasse?
E tivesse que viver isso ou aquilo intensamente?
E me regozijasse, e me realizasse?
E se eu tivesse garantias?
Eu não quereria parar?
Eu não seria irresponsável?
Se eu tivesse tudo o que quero, seria real e bom?
Eu seria feliz?
Eu realmente seria feliz?
E se eu tentasse, e conseguisse?
Eu não quereria desistir?
Eu não iria chorar?
Talvez seja,
e eu não admita!

Às voltas...

A vida é um Enorme (e intenso) paradoxo.
Nascemos para morrer. Sofremos para aprender, choramos por amor.
A vida é uma poesia em preto e branco. Onde vemos tudo... e nada!
Tantas core vistas, mas não enxergadas.
Tantos vice-versas sucessivos, numa roda viva de sins e nãos.
Tantos altos e baixos.

A utopia que não existe.
A perfeição que não se alcança.
A tolerância entre o bem e o mal.
A tolerância entre o bem e o mal.

A confusão de "saber" se a saudade é boa ou ruim.

Agua e fogo. Luz e trevas.
E Deus a nos guiar de olhos vendados por caminhos tortuosos, incertos, abstratos para a iluminação.
Fé e crença, apesar da incerteza.
O livre arbítrio de saber que eu não posso tudo...
Não aqui!
 
E assim caminhamos para o fim.
Para no fim, simplesmente acabar...