sexta-feira, 22 de maio de 2009

Heart in the hand

Tatuei um coração na palma da mão e por mais que isso possa parecer estranho, essa foi a única maneira que encontrei de amar as pessoas no mundo doido de hoje. A cada aperto de mão entrego meus sentimentos ao calor de estranhos e conhecidos, sem com isso criar relações que me magoem e ao mesmo tempo carregando neste peito metafisico a genética biológica deste contato. Meu coração não pode mais ser roubado, tampouco será despedaçado. Estará à vista de todos, mas só eu poderei manuseá-lo. E toda vez que meu peito carente sentir saudades dele, levarei a mão ao seu encontro e confortarei a ambos com o calor que absorvo do mundo. Às pessoas que amo do fundo da palma, acariciarei seus rostos com meu coração e depositarei sobre os seus, todos os meus sentimentos. Não serei mais leviano a ponto de depositar nesses músculos pulsantes o lixo do rancor, do ódio, do orgulho. Não carregarei nas mãos a mesquinhez o egoísmo e a arrogância.
Não! seria impossível suportar tudo isso agora, mesmo que eu tivesse mil membros tatuados.
Com o coração nas mãos estarei despido da máscara que encobre a verdade e o amor. Eu mostrarei ao mundo meu verdadeiro eu, puro e livre de preconceitos. E em seu lugar cultivarei um novo coração, este, reflexo direto daquele que carrego e que será espelho da alma do amor de Deus. Para que um dia as mãos carreguem mais que um pobre e sofrido coração, carreguem uma alma. Pois esta só se tatua dentro do coração.