Perdi os meus óculos e confesso meio triste que venho perdendo mais do que objetos.
Tenho perdido coisas valiosissimas. Lembro-me de ter perdido a amizade do meu irmão mais velho.
Não sei como isso pôde acontecer, afinal todos nós erramos.
Perdi o contato com meus pais e os irmãos.
Já não sei aonde foi parar o carinho reciproco com minha esposa e filhos, o respeito dos meus subalternos e dos superiores.
Não há sequer respeito pelo próximo (principalmente no trânsito).
Deve estar em algum lugar os sonhos de criança, os projetos (sempre engavetados), a fé no futuro.
Sinceramente tenho medo que Deus perceba que perdi a fé também.
Hei de acha-la um dia!
Por mais que procure, estou mais certo a cada dia que não encontrarei motivos para rir da própria desgraça como eu fazia antes. De fato não estou rindo nem mais da desgraça alheia.
Estou até prevendo um "e-mail" de São Longuinho pedindo um descanso.
Perdi oportunidades, perdi dinheiro, perdi a vontade, perdi o que tenho e até o que não tenho.
Estou perdendo dentes.
Receio perder o medo e me tornar inconsequente em tempo integral.
Perdi a vergonha, e também a coragem.
Por tudo isso, tranco e perco de propósito minha própria caixa de pandora fechada a sete mil chaves para ao final dum dia duro e sofrido não perder a o que me ainda me restou...
...minha esperança.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Anônima
Vai por ai meu grande amor carregando consigo meu coração.
Vai por ai os sonhos dum louco deixando apenas ilusão.
Vai o meu ar, minha luz e vida e fica no vácuo icompreenssão.
Vai também a saudade dos sonhos que ainda não são.
Vai também o silêncio sutil que cala minha emoção.
Vai também a esperança morrendo na certeza do não.
Vai por ai,
anômala
Vai sem saber,
antônima.
Vai sem me amar,
anônima
Vai por ai os sonhos dum louco deixando apenas ilusão.
Vai o meu ar, minha luz e vida e fica no vácuo icompreenssão.
Vai também a saudade dos sonhos que ainda não são.
Vai também o silêncio sutil que cala minha emoção.
Vai também a esperança morrendo na certeza do não.
Vai por ai,
anômala
Vai sem saber,
antônima.
Vai sem me amar,
anônima
Gerânios distantes
Aviso aos navegantes:
Esta não é uma mensagem de esperança e de fé, nem o relato de um miserável.
É a história de dois corações. Comuns e infelizmente cotidianos como qualquer um, como vc e eu.
A lágrima correu pelo rosto abatido seguindo a trilha já exposta anteriormente por outra.Juntas então caíram sobre o vestido estampado escolhido a dedo para uma ocasião de sorrisos. Ironicamente não eram lágrimas de felicidade que apareciam no rosto de ambos.
E o bar com suas mesas e cadeiras, flores e enfeites, não tinha agora a mesma graça de antes.
Este mesmo bar viu tórridas cenas de amor e demonstrações, das mais sinceras, de carinho e paixão num passado não muito distante.
Passado mal criado que nasceu presente, criou-se futuro e agora que morto e enterrado, tornou-se esquecido.
Tantas flores padeceram para que se ouvissem suspiros, tantas promessas faleceram depois de proferidas, tantos "eu te amo " nesta lápide sem epitáfio.
Tanto vazio a preencher um diálogo mudo.
Esses mesmos olhos que antes não se permitiam perder de vista, buscam agora no guardanapo em baixo do copo de agua ou no canteiro de gerânios da jardineira externa, uma fuga para seus tormentos.
O silêncio, embora fundamental nessas horas, ajudou ainda mais a deixar o clima tenso.
O coração quer falar, mas a razão, como um carrasco impiedoso põe fim a qualquer tentativa.
As palavras que ficam soltas na mente, estão prezas na boca.
Dos dois lados um coração partido, massacrado e apaixonado olha o futuro sem abrir os olhos, sem enxergar além da ponta do seu nariz o escuro da alma.
Por onde começar a escalada?
Como dar meia volta na vida, enganar o passado e recolher os cacos do que restou para seguir adiante?
Não há resposta.
Por enquanto só há o vácuo do momento a te engolir como uma nebulosa escura e fria.
Não! Não se vive neste mundo de dor atemporal.
Não finda o dia nem tarda a noite.
Há apenas dois e não mais um.
Há apenas dor e gerânios distantes.
Esta não é uma mensagem de esperança e de fé, nem o relato de um miserável.
É a história de dois corações. Comuns e infelizmente cotidianos como qualquer um, como vc e eu.
A lágrima correu pelo rosto abatido seguindo a trilha já exposta anteriormente por outra.
E o bar com suas mesas e cadeiras, flores e enfeites, não tinha agora a mesma graça de antes.
Este mesmo bar viu tórridas cenas de amor e demonstrações, das mais sinceras, de carinho e paixão num passado não muito distante.
Passado mal criado que nasceu presente, criou-se futuro e agora que morto e enterrado, tornou-se esquecido.
Tantas flores padeceram para que se ouvissem suspiros, tantas promessas faleceram depois de proferidas, tantos "eu te amo " nesta lápide sem epitáfio.
Tanto vazio a preencher um diálogo mudo.
O mundo por sua vez segue cantando, sorrindo e falando alto na pessoa dos presentes.
O presente tão incerto como os dias em São Paulo, esconde no falso azul do firmamento nuvens carregadas de úmidos sentimentos.
Fim...
Fatídico fim, que chega como prerrogativa dos desígnios divinos e nos coloca no olho do furacão.
Era o epicentro da turbulência quando os olhos buscavam o vazio.O presente tão incerto como os dias em São Paulo, esconde no falso azul do firmamento nuvens carregadas de úmidos sentimentos.
Fim...
Fatídico fim, que chega como prerrogativa dos desígnios divinos e nos coloca no olho do furacão.
Esses mesmos olhos que antes não se permitiam perder de vista, buscam agora no guardanapo em baixo do copo de agua ou no canteiro de gerânios da jardineira externa, uma fuga para seus tormentos.
O silêncio, embora fundamental nessas horas, ajudou ainda mais a deixar o clima tenso.
O coração quer falar, mas a razão, como um carrasco impiedoso põe fim a qualquer tentativa.
As palavras que ficam soltas na mente, estão prezas na boca.
Dos dois lados um coração partido, massacrado e apaixonado olha o futuro sem abrir os olhos, sem enxergar além da ponta do seu nariz o escuro da alma.
Por onde começar a escalada?
Como dar meia volta na vida, enganar o passado e recolher os cacos do que restou para seguir adiante?
Não há resposta.
Por enquanto só há o vácuo do momento a te engolir como uma nebulosa escura e fria.
Não! Não se vive neste mundo de dor atemporal.
Não finda o dia nem tarda a noite.
Há apenas dois e não mais um.
Há apenas dor e gerânios distantes.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
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