Se é pra viver com dúvida,
que essa noite seja a última.
Se é pra nascer a mágoa,
que o silêncio se faça.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Desesperânça
Sequestraram o amor!
Chamem os cupidos, os anjos querubins.
Roubaram o respeito e furtaram a ética. Chamem os socialistas alemães e os filósofos gregos. Tudo esta indo por agua a baixo. Não há mais esperança. Tiraram o colorido dos nossos sonhos enquanto dormíamos e bateram as nossas carteiras quando acordados.
EM PLENA LUZ DO DIA!
Esperança? Cê tá de brincadeira! Essa foi a primeira a morrer, de bala perdida, vítima do tráfico nas favelas, consequência do descaso das autoridades, resultado da dominação burguesa que, como diria o “poeta marginal” quer ficar rica. E agora todos nós vamos pagar o pato. É a terra do faça e que quiser e que Deus nos ajude, se ainda merecer-mos por não ter-mos caído em tentação. Não estou exagerando, é a mais pura verdade. Neste pais foi estabelecida a prática do favor desde nossas origens. Crescemos acreditando ser o país do futuro e não passávamos de cópias mal feitas. Hoje os governantes só governam em causa própria, aumentando ainda mais suas fortunas. As leis são como queijo suíço, cheias de brechas, mas servindo apenas aos ricos e canalhas. O “jeitinho brasileiro” já vem no DNA de alguns. E não há esperança de mudar nada. O que há é desesperança, descrença, desamor, destudo. A Amazônia já sabemos que não é mais nossa, as estatais se foram faz tempo, nossa memória é apagada dia a dia como no bigbrother de Orwell. Vamos viver tempos difíceis enquanto não acorda-mos, enquanto fechar-mos os olhos e esperar-mos que alguém faça por nós o que só nos podemos fazer!
Chamem os cupidos, os anjos querubins.
Roubaram o respeito e furtaram a ética. Chamem os socialistas alemães e os filósofos gregos. Tudo esta indo por agua a baixo. Não há mais esperança. Tiraram o colorido dos nossos sonhos enquanto dormíamos e bateram as nossas carteiras quando acordados.
EM PLENA LUZ DO DIA!
Esperança? Cê tá de brincadeira! Essa foi a primeira a morrer, de bala perdida, vítima do tráfico nas favelas, consequência do descaso das autoridades, resultado da dominação burguesa que, como diria o “poeta marginal” quer ficar rica. E agora todos nós vamos pagar o pato. É a terra do faça e que quiser e que Deus nos ajude, se ainda merecer-mos por não ter-mos caído em tentação. Não estou exagerando, é a mais pura verdade. Neste pais foi estabelecida a prática do favor desde nossas origens. Crescemos acreditando ser o país do futuro e não passávamos de cópias mal feitas. Hoje os governantes só governam em causa própria, aumentando ainda mais suas fortunas. As leis são como queijo suíço, cheias de brechas, mas servindo apenas aos ricos e canalhas. O “jeitinho brasileiro” já vem no DNA de alguns. E não há esperança de mudar nada. O que há é desesperança, descrença, desamor, destudo. A Amazônia já sabemos que não é mais nossa, as estatais se foram faz tempo, nossa memória é apagada dia a dia como no bigbrother de Orwell. Vamos viver tempos difíceis enquanto não acorda-mos, enquanto fechar-mos os olhos e esperar-mos que alguém faça por nós o que só nos podemos fazer!
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Arbítrio livre
Não há temor que perdure,
ou tristeza que persista.
Não há dor que mate,
ou vergonha que impeça.
Não há noite sem dia,
Não há escuridão sem luz.
Não há
senão,
caminhos,
passos na areia,
trilhas de passos.
Telas em branco,
pincéis e tintas...
ou tristeza que persista.
Não há dor que mate,
ou vergonha que impeça.
Não há noite sem dia,
Não há escuridão sem luz.
Não há
senão,
caminhos,
passos na areia,
trilhas de passos.
Telas em branco,
pincéis e tintas...
segunda-feira, 29 de março de 2010
Ah se você soubesse!
Ah se você soubesse!
O quão covarde eu tenho sido.
Por quantos caminhos eu andei perdido.
E não tenho te achado.
Ah se você soubesse!
Que eu fui o culpado por você ter sofrido.
Que nem assim eu tenho crescido.
E por vezes tenho chorado.
E mesmo sabendo que esses caminhos.
Não vão nos levar pro passado.
Eu tenho feito absurdos.
Sem saber que estou errado.
Ah se você soubesse!
O quão pequeno me sinto.
e não tenho forças para mudar o destino.
Sou apenas um assustado menino.
Ah se você soubesse!
Como apagar o que passou.
Como corrigir o que não mudou.
E iluminar esse amor,
Que eu não ilumino!
O quão covarde eu tenho sido.
Por quantos caminhos eu andei perdido.
E não tenho te achado.
Ah se você soubesse!
Que eu fui o culpado por você ter sofrido.
Que nem assim eu tenho crescido.
E por vezes tenho chorado.
E mesmo sabendo que esses caminhos.
Não vão nos levar pro passado.
Eu tenho feito absurdos.
Sem saber que estou errado.
Ah se você soubesse!
O quão pequeno me sinto.
e não tenho forças para mudar o destino.
Sou apenas um assustado menino.
Ah se você soubesse!
Como apagar o que passou.
Como corrigir o que não mudou.
E iluminar esse amor,
Que eu não ilumino!
terça-feira, 23 de março de 2010
Cê me pegou de jeito, assim de sopetão. Não tava preparado pra falar. De-repente as palavras me fogem como o diabo da cruz. E fica tudo estranho. Falar só por falar é meio sem nexo e dizer do fundo do coração demandaria tempo pra organizar os pensamentos. Mas tá bom, eu vou tentar e se parecer estranho você me para, não quero parecer ridículo nem chato, é que tem muito mais escondido por trás das palavras do que meros sentimentos. E afinal tudo isso esta dentro de mim mesmo, esperando uma hora para vir à tona. Deixa que eu cuide de tudo e tudo será como tem que ser, mesmo que leve tempo e canse os nossos ouvidos, mesmo que não saia tudo que eu quero dizer. Assim sendo, la vai eu...
Capítulo 1 - Desencontros
Parei pra comprar cigarros. Fazia muito tempo que não fazia isso, afinal já não fumava há dois anos.
Meti a mão no bolso, saquei uma nota de dez e me perguntei: porque isso agora?
Voltei os olhos para a vendedora. Desculpe, mas eu não fumo! Respondi quando ela pegou o cigarro. A vendedora achou graça, torceu a boca e baixou a cabeça voltando às suas contas. Tentei recobrar a sanidade. O que eu estava pensando mesmo? Não sei, se perdeu em algum lugar do vasto mundo particular que agora já não me pertencia mais. Era um lugar qualquer, em um tempo qualquer. Todos ao meu redor eram estranhos, inclusive eu.Todos menos um, a vendedora. Seus olhos me diziam algo, sua boca me era familiar e diante do meu esquecimento só pude concluir que estava enganado. Exatos cinco passos foram suficientes para me fazer lembrar. Eu a conhecia sim. Sim, ela era a mulher com quem eu iria me casar. Não fosse o fato dela não saber disso, tudo teria dado certo. Ou será que sabia, já não me lembrava mais. Minha cabeça de repente voltou a doer e também lembrei que ela doeu antes, mas não sabia porque. Um súbito mal estar me fez girar no eixo e cair na calçada. Quando recobrei a conciência estava sentado, a vendedora me segurando em seus braços. Seus olhos estavam úmidos e de sua boca saiu um triste "me desculpe". A dor aumentou e eu desmaiei de novo.
Meti a mão no bolso, saquei uma nota de dez e me perguntei: porque isso agora?
Voltei os olhos para a vendedora. Desculpe, mas eu não fumo! Respondi quando ela pegou o cigarro. A vendedora achou graça, torceu a boca e baixou a cabeça voltando às suas contas. Tentei recobrar a sanidade. O que eu estava pensando mesmo? Não sei, se perdeu em algum lugar do vasto mundo particular que agora já não me pertencia mais. Era um lugar qualquer, em um tempo qualquer. Todos ao meu redor eram estranhos, inclusive eu.Todos menos um, a vendedora. Seus olhos me diziam algo, sua boca me era familiar e diante do meu esquecimento só pude concluir que estava enganado. Exatos cinco passos foram suficientes para me fazer lembrar. Eu a conhecia sim. Sim, ela era a mulher com quem eu iria me casar. Não fosse o fato dela não saber disso, tudo teria dado certo. Ou será que sabia, já não me lembrava mais. Minha cabeça de repente voltou a doer e também lembrei que ela doeu antes, mas não sabia porque. Um súbito mal estar me fez girar no eixo e cair na calçada. Quando recobrei a conciência estava sentado, a vendedora me segurando em seus braços. Seus olhos estavam úmidos e de sua boca saiu um triste "me desculpe". A dor aumentou e eu desmaiei de novo.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O meu amor se foi.
O meu amor se foi e levou consigo o meu chão.
Danem-se os pobres e desamparados, os fracos e oprimidos, danem-se os mutilados e esfomeados.
Hoje o meu amor se foi...
Existe dor maior que a minha?
Pois a dor que sinto, sinto intensa, enquanto a dor dos outros é ausente pra mim.
A dor que não sinto, não é dor, nem sofrimento porque não vem de mim.
Sendo assim não lembro de dor alguma que possa me servir de exemplo.
Simplesmente se foi o meu amor e com isso me tornei tão arrogante e cego que não enxergo o sofrimento alheio, mesmo sendo ele maior ou quase insuportável.
Eu é que necessito de carinho e companhia.
Eu é que não suporto viver sem atenção e cuidado.
Eu é que menosprezo a fome e a injustiça.
Simplesmente porque o meu amor se foi
Danem-se os pobres e desamparados, os fracos e oprimidos, danem-se os mutilados e esfomeados.
Hoje o meu amor se foi...
Existe dor maior que a minha?
Pois a dor que sinto, sinto intensa, enquanto a dor dos outros é ausente pra mim.
A dor que não sinto, não é dor, nem sofrimento porque não vem de mim.
Sendo assim não lembro de dor alguma que possa me servir de exemplo.
Simplesmente se foi o meu amor e com isso me tornei tão arrogante e cego que não enxergo o sofrimento alheio, mesmo sendo ele maior ou quase insuportável.
Eu é que necessito de carinho e companhia.
Eu é que não suporto viver sem atenção e cuidado.
Eu é que menosprezo a fome e a injustiça.
Simplesmente porque o meu amor se foi
Os ombros sustentam o mundo
Suzana parou um instante no meio da rua, em meio a tanta escuridão e falou para si mesma:
___O que eu estou fazendo?
E embora caísse um temporal, o céu certamente não ganharia em metros cúbicos dos olhos daquela mulher.
E nem seria de se estranhar que o mesmo coração que acolheria um mundo inteiro, dado grau da sua bondade, agora transbordaria com as torrentes de pranto vindas dos seus olhos.
Parecia impossível o que os seus olhos haviam visto. No meio da rua, debaixo de chuva forte e sob a débil luz da iluminação pública, Suzana, que já respirava com dificuldades, caiu de joelhos e prostrou suas esperanças no asfalto molhado.
Ofegante e sem forças, o que lhe restou foi chorar...
Chorar como uma criança. Com a mesma pureza da alma.
O mundo agora era um grão de areia e Suzana uma formiga que habitava este mesmo mundo.
Nada e nem ninguém poderia lhe ajudar.
Exceto...
O vento cruel e implacável, suave e invisível transformava pingos d´água em laminas afiadas que rasgavam sua pele. Mas Suzana, alheia a tudo, apenas chorava.
Um raio caiu distante, um relâmpago iluminou o mudo inteiro e um trovão rugiu como uma besta enfurecida.
Por alguns segundos pareceu ser o fim do mundo, mas...
...infelizmente não era.
Morrer seria pouco. Seria necessário morrer mil vezes para se estancar a dor da sua alma.
Outro raio caiu, entretanto nenhum relâmpago iluminou o céu, nenhum trovão bradou a fúria dos Deuses. Só o silêncio a rasgar a madrugada com seu monólogo ensurdecedor.
A chuva agora já diminuíra, a mesma luz débil parecia recolher forças em si mesma para iluminar a iniluminável escuridão do mundo.
Uma mão suave e quente apertou o ombro nu de Suzana.
Sua cabeça girou no eixo e seu corpo torceu numa espiral ascendente.
Seus olhos tremeram e sua boca sorriu...
___O que eu estou fazendo?
E embora caísse um temporal, o céu certamente não ganharia em metros cúbicos dos olhos daquela mulher.
E nem seria de se estranhar que o mesmo coração que acolheria um mundo inteiro, dado grau da sua bondade, agora transbordaria com as torrentes de pranto vindas dos seus olhos.
Parecia impossível o que os seus olhos haviam visto. No meio da rua, debaixo de chuva forte e sob a débil luz da iluminação pública, Suzana, que já respirava com dificuldades, caiu de joelhos e prostrou suas esperanças no asfalto molhado.
Ofegante e sem forças, o que lhe restou foi chorar...
Chorar como uma criança. Com a mesma pureza da alma.
O mundo agora era um grão de areia e Suzana uma formiga que habitava este mesmo mundo.
Nada e nem ninguém poderia lhe ajudar.
Exceto...
O vento cruel e implacável, suave e invisível transformava pingos d´água em laminas afiadas que rasgavam sua pele. Mas Suzana, alheia a tudo, apenas chorava.
Um raio caiu distante, um relâmpago iluminou o mudo inteiro e um trovão rugiu como uma besta enfurecida.
Por alguns segundos pareceu ser o fim do mundo, mas...
...infelizmente não era.
Morrer seria pouco. Seria necessário morrer mil vezes para se estancar a dor da sua alma.
Outro raio caiu, entretanto nenhum relâmpago iluminou o céu, nenhum trovão bradou a fúria dos Deuses. Só o silêncio a rasgar a madrugada com seu monólogo ensurdecedor.
A chuva agora já diminuíra, a mesma luz débil parecia recolher forças em si mesma para iluminar a iniluminável escuridão do mundo.
Uma mão suave e quente apertou o ombro nu de Suzana.
Sua cabeça girou no eixo e seu corpo torceu numa espiral ascendente.
Seus olhos tremeram e sua boca sorriu...
SOS
Saia de mim,
veneno da alma.
Venha a paz,
venha com calma.
E resida em mim,
eterna morada.
Receba meu calor,
e me ame sem temor.
Aqueça meu frio,
e faça eu dormir.
Depois vá embora,
sem eu nem sentir.
veneno da alma.
Venha a paz,
venha com calma.
E resida em mim,
eterna morada.
Receba meu calor,
e me ame sem temor.
Aqueça meu frio,
e faça eu dormir.
Depois vá embora,
sem eu nem sentir.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Como saber?
E se fosse fácil?
Se derrepente fosse só atravessar a rua e pegar o que eu quero?
Seria bom como parece ser?
Seria real e intenso?
Duraria o suficiente para eu me realizar?
Seria justo comigo ou com os outros?
E se eu gostasse?
E tivesse que viver isso ou aquilo intensamente?
E me regozijasse, e me realizasse?
E se eu tivesse garantias?
Eu não quereria parar?
Eu não seria irresponsável?
Se eu tivesse tudo o que quero, seria real e bom?
Eu seria feliz?
Eu realmente seria feliz?
E se eu tentasse, e conseguisse?
Eu não quereria desistir?
Eu não iria chorar?
Talvez seja,
e eu não admita!
Se derrepente fosse só atravessar a rua e pegar o que eu quero?
Seria bom como parece ser?
Seria real e intenso?
Duraria o suficiente para eu me realizar?
Seria justo comigo ou com os outros?
E se eu gostasse?
E tivesse que viver isso ou aquilo intensamente?
E me regozijasse, e me realizasse?
E se eu tivesse garantias?
Eu não quereria parar?
Eu não seria irresponsável?
Se eu tivesse tudo o que quero, seria real e bom?
Eu seria feliz?
Eu realmente seria feliz?
E se eu tentasse, e conseguisse?
Eu não quereria desistir?
Eu não iria chorar?
Talvez seja,
e eu não admita!
Às voltas...
A vida é um Enorme (e intenso) paradoxo.
Nascemos para morrer. Sofremos para aprender, choramos por amor.
A vida é uma poesia em preto e branco. Onde vemos tudo... e nada!
Tantas core vistas, mas não enxergadas.
Tantos vice-versas sucessivos, numa roda viva de sins e nãos.
Tantos altos e baixos.
A utopia que não existe.
A perfeição que não se alcança.
A tolerância entre o bem e o mal.
A tolerância entre o bem e o mal.
A confusão de "saber" se a saudade é boa ou ruim.
Agua e fogo. Luz e trevas.
E Deus a nos guiar de olhos vendados por caminhos tortuosos, incertos, abstratos para a iluminação.
Fé e crença, apesar da incerteza.
O livre arbítrio de saber que eu não posso tudo...
Não aqui!
E assim caminhamos para o fim.
Para no fim, simplesmente acabar...
Nascemos para morrer. Sofremos para aprender, choramos por amor.
A vida é uma poesia em preto e branco. Onde vemos tudo... e nada!
Tantas core vistas, mas não enxergadas.
Tantos vice-versas sucessivos, numa roda viva de sins e nãos.
Tantos altos e baixos.
A utopia que não existe.
A perfeição que não se alcança.
A tolerância entre o bem e o mal.
A tolerância entre o bem e o mal.
A confusão de "saber" se a saudade é boa ou ruim.
Agua e fogo. Luz e trevas.
E Deus a nos guiar de olhos vendados por caminhos tortuosos, incertos, abstratos para a iluminação.
Fé e crença, apesar da incerteza.
O livre arbítrio de saber que eu não posso tudo...
Não aqui!
E assim caminhamos para o fim.
Para no fim, simplesmente acabar...
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