Meu coração chora
e chorando me traz de volta a humanidade perdida nos dias de ódio, ódio esse criado por pessoas que se alimentam de ódio. Sim, o ódio, ódio, ódio arde nas pessoas por todos os cantos por causa não do ódio, mas de uma coisa odiosa (e não deveria ser assim): o dinheiro, o mesmo dinheiro que faz falta na boca dos mais pobres, que deixa famílias inteiras sem lar, ele motiva os ricos a acharem que precisam mais dele do que de quem de fato precisa.
Eu choro pelos anjos maculados pelos maníacos, pelo descaso sofridos pelos inocentes, pelas dores ridicularizadas pela ganancia. Se meu país fosse uma republiqueta qualquer talvez estaria menos predisposto ao ódio (de novo ele) que vejo nos noticiários.
Um presidente, pseudoditador, e aqui o corretor me dá três possíveis correções para a palavra que aparece sublinhada em vermelho: pseudoparasitado, pseudotridimita (palavra inexistente) e pseudoparasita sendo este último um microrganismo que se encontra acidentalmente no organismo.
Corrijo. Um presidente pseudoparasita que governa nos levando ao fim do nosso pais e traz à tona o ódio e se alimenta desse ódio... meu Deus. Sim, este microrganismo medíocre que chafurda na lama do poder, fomenta toda tipo de monstro que incentiva o ódio por ai. O derradeiro motivou este texto. Uma criança, vítima de violência da mais cruel e inimaginável, grávida do tio que a estuprava, volta a sofrer violência.
Dessa vez, apoiadores desse microrganismo divulgam o endereço do hospital onde a criança, amparada pela lei, faria o procedimento que é triste para a vida, mas necessário para a situação. Então a criança, médicos e quem mais se opusesse ao aborto foram chamados de assassinos. Não pediram, não exigiram, nem sequer lembraram até então que o verdadeiro assassino, o da criança grávida, fosse preso.
Choro, não, choramos todos, melhor dizendo choramos nós apenas os que não aceitam o ódio e chorando clamamos a quem puder fazer algo. Cuidem de nossas criança, punam com rigor quem comete monstruosidades, quem fomenta a morte de mais de cem mil. Sei que assassinos tem direitos humanos apesar de suas desumanidades, mas é obrigação de todos não deixar esse ódio se propagar. Somos a guarda dos anjos para que se mantenham imaculados durante suas infâncias.
Temos a obrigação de lutar contra qualquer desigualdade, contra o mal.
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